Para analisar sociologicamente a formação do Estado brasileiro, é importante destacar algumas características que marcaram a vida das instituições políticas no Brasil. Entre
essas características, podemos citar o patrimonialismo que se apresenta ao longo de nossa história pela indistinção entre esfera pública e
privada, o coronelismo, o clientelismo e a atuação política da mídia, atuando como “o quarto poder”.
*Patrimonialismo: Modelo tradicional de dominação, cujas bases estão na manutenção dos vínculos entre esfera pública e privada, viabilizando a manutenção de privilégios das elites em ambas as esferas.
PERÍODO COLONIAL (1500-1822)
*Patrimonialismo: Modelo tradicional de dominação, cujas bases estão na manutenção dos vínculos entre esfera pública e privada, viabilizando a manutenção de privilégios das elites em ambas as esferas.
PERÍODO COLONIAL (1500-1822)
Quando falamos em formação do
Estado não podemos esquecer que no Brasil esse processo ocorreu em meio à
expansão marítima das potências europeias. Nesse sentido, o Brasil ter se
inserido no sistema internacional como colônia de exploração é um fator
explicativo importante para se começar o estudo. O período colonial brasileiro
foi marcado pela exploração. Portugal não tinha interesse em construir no
Brasil uma sociedade política organizada. Segundo o sociólogo Oliveira Vianna,
o Brasil era formado por vários núcleos privados, independentes, e cada um tinha
sua própria vida econômica, jurídica e moral. Sendo uma sociedade
particularista e facciosa, o sentimento de coletivo atrofia-se em favorecimento
do privado. Desenvolve-se nesse núcleo privado um individualismo de natureza
anárquica, sem identificação com a ordem pública, que, nesse caso, apresenta-se
como algo puramente abstrato. Em seu ensaio “Populações meridionais do Brasil,
chama atenção para esse cenário, presente desde a formação do Brasil e que
impossibilita a constituição de uma sociedade nos moldes modernos. Para o
autor, somente um Estado forte e centralizado seria capaz de criar um
sentimento de pertencimento público e encerrar os vínculos privados.
O historiador Sérgio Buarque de
Holanda também se preocupou em entender a formação da sociedade e do Estado
brasileiro; no seu livro “Raízes do Brasil” explica que um dos traços do
brasileiro era a propensão em sobrepor as relações familiares e pessoais às
profissionais ou públicas. Ele tenderia a rejeitar a impessoalidade de sistemas
administrativos em que o público é mais importante do que o indivíduo. O autor
enfatiza uma característica do modo de ser do brasileiro: a dificuldade de
cumprir os ritos sociais que são rigidamente formais e não pessoais e de
separar, a partir de uma racionalização desses espaços, o público e o privado.
PERÍODO IMPERIAL (1822-1889)
PERÍODO IMPERIAL (1822-1889)
O período colonial finda em
1822, com a proclamação da independência. Ocorre então uma transposição da
estrutura do Estado português para o Brasil, reforçando o tipo de relação
existente entre Estado e sociedade civil, onde, teoricamente, predominava a
autonomia do primeiro em detrimento do segundo. A primeira Constituição do
Estado brasileiro (1824) concedeu plenos poderes ao imperador. A carta também
instituiu uma série de direitos formais, inspirada nos princípios liberais que
sopravam da Europa para as Américas desde a independência dos Estados Unidos,
mas que não tinha influência na vida cotidiana, já que grande parte da
população estava excluída da cidadania recém-constituída; os escravos, por exemplo,
não eram nem citados na Constituição.
O movimento republicano
mobilizou setores progressistas da sociedade urbana no período final do
Império, que associavam à República de uma representação política efetiva de
todos os cidadãos, à garantia dos direitos individuais, à Federação e ao fim do
regime escravista. Mesmo assim, a República foi proclamada em 1889 por meio da
ação política das elites intelectuais oligárquicas das províncias da região
Sudeste e de setores das elites intelectuais e militares influenciadas pelo
Positivismo. Como a independência, a proclamação da República foi uma
transformação social construída de cima para baixo, um processo que excluiu as
camadas populares.
(Texto retirado do livro: Sociologia em Movimento)
legal
ResponderExcluirObrigada!
ExcluirTem outro artigo complementar a este?
Excluirnao tem moça
Excluirqueria uma explicaçao do ultimo texto do periodo imperial.
ResponderExcluirOi Mayza, me desculpe não ter respondido, mas se ainda quiseres a explicação, estou a disposição.
ExcluirSandrinha eu quero uma explicação sobre o período colonial
ExcluirPois não?
Excluirtriste, procure mais
ExcluirGostei muito parabéns
ResponderExcluirObrigada!
ExcluirMuito bom me ajudou muito <3
ResponderExcluiracho que ela digitou sem querer
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluiracontece ne triste realidade
ResponderExcluirInteressante
ResponderExcluirEu queria um resumo do segundo período pra hoje
ResponderExcluir985491797 chama lá
ResponderExcluirUma parte importante da nossa história
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