domingo, 21 de setembro de 2014

ESTADO SOVIÉTICO E ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL

ESTADO SOVIÉTICO

Surgiu com a Revolução Russa, em 1917. Foi a primeira experiência socialista, se opondo ao Estado liberal, ao questionar as bases materiais da sociedade, ou seja, a divisão em duas classes sociais principais: a burguesia e o proletariado. A proposta socialista defendia uma profunda transformação nas condições de produção e apropriação da riqueza produzida pela sociedade.
Inspirados nas teorias de Karl Marx e Fredrich Engels, os revolucionários bolcheviques conseguiram derrubar o regime czarista durante a Primeira Guerra Mundial, que agravava os problemas sociais decorrentes da industrialização recente do país. O lema dos sovietes russos (comitês populares formados por soldados, camponeses e operários) era “pão, terra e liberdade”.
A Revolução Russa visava superar o capitalismo, abolir a propriedade privada e socializar os meios de produção. O Estado teria o papel histórico pontual e transitório, que consistiria e estruturar a sociedade e permitir a livre organização do povo. Porém, com a morte de Lênin (o grande líder da revolução) e a ascensão de Stalin, em 1924, foi criado um Estado centralizado e uma economia planificada, cujas diretrizes eram impostas pelo Partido Comunista.
O regime ditatorial implantado por Stalin foi exportado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS (nome adotado pela Rússia e nações anexadas após a consolidação do socialismo, em 1922) particularmente após a Segunda Guerra Mundial.
No final do século XX acentuou-se o processo de decadência política e econômica da URSS. Limitado pela aliança entre a burocracia e a elite militar, pela falta de liberdades democráticas e também sufocado pela força econômica dos países capitalistas, o país implodiu. No entanto, o referencial teórico-crítico e valorativo do socialismo ainda é um contraponto ao estado liberal.

ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL

O Estado de bem-estar social foi o modelo adotado pelas grandes economias liberais na primeira metade do século XX. A crise econômica de 1929, o desemprego, a inflação, o crescimento do movimento operário, a emergência dos regimes antiliberais e a competição entre as grandes corporações monopolistas são alguns dos fatores que contribuíram para a sua emergência.
A base intelectual dessa forma de Estado é a obra Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, publicada por John Maynard Keynes em 1936. Keynes afirmava que o Estado deveria intervir no domínio econômico para garantir o pleno emprego, estimular a produção e o consumo (criando um círculo virtuoso), mediar as relações de trabalho e ampliar a política de assistência.
O Estado de bem-estar social desenvolveu uma política intervencionista, voltada para atender aos direitos sociais básicos, como saúde, educação, trabalho, salário, transporte, previdência social.
O Estado de bem-estar social representou uma resposta das economias capitalistas para criar uma sociedade menos vulnerável às crises do sistema capitalista e aos apelos do socialismo, que cresciam em todo o mundo a partir da Segunda Guerra Mundial. Seus defensores afirmavam que um Estado que atendesse às reivindicações por direitos e cidadania da classe trabalhadora produziria para a elite econômica funcionários mais dispostos e empenhados.
No final da década de 1960, esse modelo de Estado começou a sofrer críticas diante da inadequação dos gastos públicos com a previdência, causados pelo aumento do desemprego e pela recessão econômica mundial, que culminou com a crise do petróleo em 1973. Apesar das críticas, permanece como modelo de Estado em alguns países da Europa ocidental, em especial na Dinamarca, Noruega e Suécia.

 

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