segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MOVIMENTOS SOCIAIS


MOVIMENTOS SOCIAIS





MOVIMENTOS SOCIAIS

O QUE É? 
 
O conceito de movimento social se refere a ação coletiva de um grupo organizado que tem como objetivo alcançar mudanças sociais por meio do embate político, dentro de uma determinada sociedade e de um contexto específico. Fazem parte dos movimentos sociais, os movimentos populares (ex: MST, Movimento Negro, LGBT...), sindicais e as organizações não governamentais (ONGs).
 
NO BRASIL
 
Os movimentos sociais brasileiros ganharam mais importância a partir da década de 1960, quando surgiram os primeiros movimentos de luta contra a política vigente, ou seja, a população insatisfeita com as transformações ocorridas tanto no campo econômico e social. Mas, antes, na década de 1950, os movimentos nos espaços rural e urbano adquiriram visibilidade.
 
CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS 
1) Movimentos reivindicatórios; são movimentos presos a reivindicações imediatas, esforçam-se em pressionar instituições para alterar dispositivos que teoricamente lhes favoreciam. Têm um horizonte sem dúvida limitado, considerando que seus fins são relativamente simples e não vão além de demandas pontuais especificas. Ex. “Estou no vermelho” movimento de greve dos professores da Uel por melhorias salariais.
2) Movimentos políticos; tenta influenciar os meios utilizados para se atingir os caminhos condutores a participação política direta. Também se esforçam, no decorrer do processo para mudar a correlação de forças, influindo nos grandes debates travados com outros grupos adversários. Ex: Movimento das Diretas Já! 1984.
3) Movimentos de classe; seu intuito seria o de subverter a ordem social de um período determinado e, consequentemente, transformar as relações entre os diferentes atores do contexto nacional, assim como os meios de produção, fazendo avançar as exigências da classe em ascensão, em superação histórica e na sua pressão para se posicionar como elemento hegemônico no processo econômico e político do país. Ex. MST (movimento dos trabalhadores rurais sem-terra).
 
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
 O projeto

O projeto significa a proposta de um movimento, que pode ser, como vimos, de mudança ou de conservação das relações sociais, assim, todo movimento social contém um projeto, e quando nos perguntamos qual o projeto de um movimento, estamos pensando em seus objetivos, em suas metas, enfim, no que o movimento pretende.
A ideologia
A ideologia corresponde às ideias que os homens fazem da sociedade em que vivem. Quando elas expressam “corretamente” as relações existentes, mostrando os interesses que animam as relações, podemos dizer que a ideologia se constitui num instrumento de luta dos grupos sociais. Se, ao contrário disso, as ideias não correspondem à realidade das relações de opressão existentes, poderemos dizer que se trata de uma “falsa consciência”. Nesse sentido, a ideologia atuaria como uma forma de massacramento das reais condições de opressão, atendendo, por conseguinte, aos interesses dos grupos dominantes.
É a ideologia que fundamenta os projetos e as práticas dos movimentos e define o sentido de suas lutas. A própria forma de organização e direção de um movimento revela seu caráter ideológico.
A organização
Os movimentos sociais possuem uma organização hierárquica que pode ser descentralizada ou comum a estrutura definida com líderes e demais participantes do movimento. A forma de organização de um movimento social tem consequências importantes com relação a sua dinâmica interna e externa. Internamente, observa-se que uma organização sem a devida hierarquia entre liderança e base pode favorecer um certo espontaneísmo das ações, o que levaria a falta de controle do movimento, resultando em seu próprio prejuízo. Por outro lado, uma organização fundada num corpo de líderes afastados da base pode ser conduzida a práticas autoritárias e elitistas, com os demais participantes desempenhado o papel de “massa de manobra”.

TRABALHO DE SOCIOLOGIA

Blumenau,               de novembro de 2014.
Alunos:                                                                                        Turma: 3.2

TRABALHO DE SOCIOLOGIA

1.  Por que a sociologia é conhecida como ciência da crise?
2.  O que significa, na concepção comtiana, ordem e progresso?
3. Como Karl Marx analisou a Revolução Francesa? De que forma ele avaliava as transformações sociais?
4. Durkheim analisou as transformações sociais a partir da solidariedade. Explique as diferenças entre solidariedade mecânica e solidariedade orgânica.
5.  Explique a visão de Max Weber sobre a mudança social.
6.  Usamos o termo Revolução para nos referir a que?
7. Cite as grandes revoluções do século XX e explique a diferença entre estas e as Revoluções Clássicas.
8.  O que significa o termo “modernização conservadora”?
9.  Que mudanças importantes aconteceram no Brasil devido as duas “revoluções” ocorridas aqui no século XX?


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Carta aos estudantes



Caríssimos estudantes!
Estive refletindo sobre minha prática docente e nossa relação de professor e aluno, em como nossa escola está organizada e percebi que não estou atingindo meus objetivos com vocês. Questionei-me do por que e a resposta que obtive foi o distanciamento que existe entre nossas realidades e expectativas, percebi que não conheço vocês e não sei quais são suas expectativas, escolares e de vida. Compreendi que não é possível atingir um objetivo pedagógico sem dialogar com vocês, sem saber o que vocês esperam da escola e de minhas aulas. Assim, gostaria que respondessem algumas questões para que eu possa melhorar minhas aulas e juntos possamos construir projetos e realizar sonhos.
Quem é você e o que você pensa do amanhã?
Quais são suas expectativas de vida?
O que você está fazendo hoje para alcançar essas expectativas?
Por que você vem à escola?
Se você pudesse trocar de lugar comigo e ser o professor, como daria as aulas no meu lugar?

domingo, 21 de setembro de 2014

ESTADO SOVIÉTICO E ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL

ESTADO SOVIÉTICO

Surgiu com a Revolução Russa, em 1917. Foi a primeira experiência socialista, se opondo ao Estado liberal, ao questionar as bases materiais da sociedade, ou seja, a divisão em duas classes sociais principais: a burguesia e o proletariado. A proposta socialista defendia uma profunda transformação nas condições de produção e apropriação da riqueza produzida pela sociedade.
Inspirados nas teorias de Karl Marx e Fredrich Engels, os revolucionários bolcheviques conseguiram derrubar o regime czarista durante a Primeira Guerra Mundial, que agravava os problemas sociais decorrentes da industrialização recente do país. O lema dos sovietes russos (comitês populares formados por soldados, camponeses e operários) era “pão, terra e liberdade”.
A Revolução Russa visava superar o capitalismo, abolir a propriedade privada e socializar os meios de produção. O Estado teria o papel histórico pontual e transitório, que consistiria e estruturar a sociedade e permitir a livre organização do povo. Porém, com a morte de Lênin (o grande líder da revolução) e a ascensão de Stalin, em 1924, foi criado um Estado centralizado e uma economia planificada, cujas diretrizes eram impostas pelo Partido Comunista.
O regime ditatorial implantado por Stalin foi exportado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS (nome adotado pela Rússia e nações anexadas após a consolidação do socialismo, em 1922) particularmente após a Segunda Guerra Mundial.
No final do século XX acentuou-se o processo de decadência política e econômica da URSS. Limitado pela aliança entre a burocracia e a elite militar, pela falta de liberdades democráticas e também sufocado pela força econômica dos países capitalistas, o país implodiu. No entanto, o referencial teórico-crítico e valorativo do socialismo ainda é um contraponto ao estado liberal.

ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL

O Estado de bem-estar social foi o modelo adotado pelas grandes economias liberais na primeira metade do século XX. A crise econômica de 1929, o desemprego, a inflação, o crescimento do movimento operário, a emergência dos regimes antiliberais e a competição entre as grandes corporações monopolistas são alguns dos fatores que contribuíram para a sua emergência.
A base intelectual dessa forma de Estado é a obra Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, publicada por John Maynard Keynes em 1936. Keynes afirmava que o Estado deveria intervir no domínio econômico para garantir o pleno emprego, estimular a produção e o consumo (criando um círculo virtuoso), mediar as relações de trabalho e ampliar a política de assistência.
O Estado de bem-estar social desenvolveu uma política intervencionista, voltada para atender aos direitos sociais básicos, como saúde, educação, trabalho, salário, transporte, previdência social.
O Estado de bem-estar social representou uma resposta das economias capitalistas para criar uma sociedade menos vulnerável às crises do sistema capitalista e aos apelos do socialismo, que cresciam em todo o mundo a partir da Segunda Guerra Mundial. Seus defensores afirmavam que um Estado que atendesse às reivindicações por direitos e cidadania da classe trabalhadora produziria para a elite econômica funcionários mais dispostos e empenhados.
No final da década de 1960, esse modelo de Estado começou a sofrer críticas diante da inadequação dos gastos públicos com a previdência, causados pelo aumento do desemprego e pela recessão econômica mundial, que culminou com a crise do petróleo em 1973. Apesar das críticas, permanece como modelo de Estado em alguns países da Europa ocidental, em especial na Dinamarca, Noruega e Suécia.